sexta-feira, 31 de maio de 2013

O Lado Negro dos Contos de Fadas (Parte I)

Mortes, vingança, bruxaria, traição, inveja, é possível encontrar nessas histórias o mais sórdido dos sentimentos humano, claro, tudo bem colorido.

Os contos de fadas começaram a ser visto como “infantis” a partir dos Irmãos Grimm, que colecionaram vários contos alemães sob o nome de Contos de Fadas para Crianças. Mesmo assim, mantiveram a maioria dos detalhes sórdidos. Por quê? Bom, precisamos lembrar que as crianças daquele tempo viviam em um mundo em que estavam muito mais expostas, convivendo mais diariamente e de forma direta com violência e morte. Ser devorado por um lobo, por exemplo, era um risco real.

Veja à seguir algumas histórias, que foram encontradas por mim em alguns sites (créditos no final da postagem).

01. A Bela Adormecida

O conto original de A Bela Adormecida (Belle au bois Dormant) foi escrito pelo francês Charles Perrault 1697 e depois ganhou uma versão dos alemães Irmãos Grimm (com o nome Little Brier-Rose). Mas antes disso, em 1634, o italiano Giambattista Basile havia publicado um conto muito semelhante chamado Sol, Lua e Tália (Sun, Moon, and Talia) que foi a inspiração de Perrault e do conto que conhecemos.

Na versão de Basile, ao invés de espetar o dedo numa agulha e cair desacordada, uma farpa de linho encrava na unha de Bela (ou então Tália) e ela imediatamente cai morta. O rei então, para apagar a lembrança de sua dor, coloca sua filha em uma cadeira de veludo do palácio, tranca e parte para sempre. Algum tempo depois, outro rei, por ali caçando, encontra Tália. Ele se apaixona por sua beleza mas como não consegue acordá-la, a estupra e vai embora.

Nove meses depois Tália dá a luz a gêmeos, Sol e Lua (Sun e Moon), mas continua adormecida. Um dia um dos bebês não encontra seu seio para mamar e coloca a boca no dedo da mãe e suga. Suga com tanta força, que extrai a farpa e a faz despertar.

Mas a história não para por aí: o rei que a engravidou, lembrando-se da “aventura” que teve, volta para o palácio para ir visitá-la. Quando este chegou notou que Tália estava acordada e com duas crianças. A esposa desse rei, descobre o caso e manda cozinhar as duas crianças e servi-las para o rei. Mas o cozinheiro prepara cabritos no lugar. Depois a rainha manda buscar Tália para lançá-la ao fogo, mas o rei chega e lança a própria esposa no lugar de Tália. Ele casa-se com Tália e vive com ela e seus filhos.

Uma outra versão conta que, a jovem garota adormece por causa de uma profecia, não por causa de uma maldição, fiandeira ou farpa de linho.

02. Branca de Neve e Os Sete Anões

O conto da Branca de Neve ficou popular através da versão dos Irmãos Grimm (com o nome Little Snow-White), que haviam ouvido a história de duas irmãs chamadas Jeannette e Amali Hassenpflug.

Na versão dos Irmãos Grimm, Branca de Neve tinha 7 anos quando provocou a ira da rainha-madrasta por causa de sua beleza.

Então a rainha convoca um caçador e pede para que leve Branca de Neve para a floresta e a mate, trazendo seus pulmões, seu coração e seu fígado. Fora isso ela também queria um jarro com seu sangue, pois ela queria servir um jantar com os restos mortais dela. O caçador tem pena de Branca de Neve e a deixa fugir, levando pra rainha os órgãos de um javali. Então a rainha come os órgãos. Enquanto isso, Branca de Neve acha a casa dos anões e em troca de lavar, passar, costurar, limpar e arrumar a casa, eles a deixam ficar.

Ao descobrir que Branca de Neve ainda está viva, a rainha vai até a casa dos anões 3 vezes. Primeiro, ela leva um corpete de seda, e tenta matar a garota apertando o corpete bem forte. Não funciona, então ela volta com um pente envenenado e tenta a matar penteando seus cabelos. Na terceira vez ela vai com a maçã envenenada.

Dessa vez os sete anões chegaram tarde demais e nada fez a Branca de Neve acordar. Como sua aparência ainda era boa e ela tinha bochechas coradas, eles não tiveram coragem de a enterrar e fizeram uma cripta de vidro para ela.

Um dia um príncipe viu a cripta com a princesa e quis comprá-la dos anões. Os anões se recusaram a vendê-la, mas acabaram dando para o príncipe com pena, pois ele pediu muito. O príncipe tinha empregados para carregarem a cripta, mas um deles tropeçou e caiu, derrubando o caixão de vidro. Com a queda, Branca de Neve cuspiu o pedaço de maçã envenenada e voltou à vida.

O príncipe e Branca de Neve planejam então uma festa de casamento e convidam a madrasta má (que não sabe que Branca é a noiva). Enquanto a madrasta se arruma para o casamento, pergunta ao seu espelho quem era a noiva, e o espelho revela que Branca estava viva. Ela decide ir ao casamento mesmo assim e fica apavorada quando vê que a noiva realmente era Branca de Neve.

Então, Branca de Neve e o príncipe colocam um par de sapatos de ferro na brasa e vestem os sapatos na madrasta má, a fazendo dançar até cair morta.

03. Cinderela

Cinderela é um conto bastante antigo, com versão grega antes de Cristo e registros na China nos anos 800. Acredita-se que é a história com mais versões, centenas! Em muitas delas, Cinderela foge de seu pai, que quer casar-se com a própria filha pois esta lhe lembra sua falecida esposa.

Assim como A Bela Adormecida, as duas versões mais conhecidas da história foram de Charles Perrault e dos Irmãos Grimm. A versão que conhecemos e que a Disney usou tem mais a ver com a de Perrault, que possui uma fada madrinha que transforma uma abóbora em carruagem. Abaixo a versão dos irmãos Grimm.

A mãe de Cinderela veio a ficar doente e a falecer, mas antes de sua morte disse para a filha para plantar uma árvore em seu túmulo, e sempre que precisasse de algo, fosse lá chacoalhar a árvore. Algum tempo depois o pai se casou com outra mulher, que já tinha duas filhas más que logo apelidaram a menina de Cinderela. Um dia, o rei anunciou 3 bailes e Cinderela foi obrigada a ajudar as irmãs a se arrumar para o primeiro baile. Ela não tinha vestido e tinha que separar lentilhas antes que as irmãs voltassem. Depois que elas saíram para o baile, dois pássaros bateram na janela e se ofereceram pra ajudar Cinderela com as lentilhas.

No segundo baile, novamente Cinderela ficou em casa separando sementes, os pássaros após ajudá-la novamente, disseram para ela ir ao túmulo da mãe sacudir a árvore e fazer um pedido, ela foi, sacudiu a árvore e ganhou um esplêndido vestido prata com acessórios uma carruagem com serventes e cavalos para levá-la ao baile, mas tinha que voltar a meia noite. No baile, dançou com o príncipe que logo se apaixonou por ela.

No terceiro baile, novamente Cinderela é obrigada a ficar em casa separando agora ervilhas e com a ajuda dos pássaros ela termina a tarefa e faz mais um pedido na árvore plantada no túmulo de sua mãe.

Dessa vez, Cinderela ganhou um vestido dourado com pedras preciosas e sapatilhas feitas de ouro. O príncipe já a esperava na escadaria e dessa vez fez muitas perguntas à seu respeito. Cinderela quase perdeu o horário e teve que sair correndo, perdeu um dos sapatinhos e ainda perdeu a carona, ficando no meio da rua com suas roupas velhas. O príncipe encontrou seu sapatinho de ouro e proclamou que se casaria com a pessoa cujo pé coubesse nele.

A madrasta de Cinderela sabendo do que o príncipe havia proclamado, chamou suas duas filhas e disse que se o sapatinho não coubesse, elas deveriam usar uma faca e cortar um pedaço de seus pés. A irmã mais velha experimentou e não serviu, então cortou seu calcanhar e o sapatinho serviu. O príncipe já estava a levando para o castelo quando os pássaros amigos de Cinderela cantaram ao príncipe que havia sangue em seus sapatos.

Então a segunda irmã experimentou os sapatos e precisou cortar os dedinhos para servir.

Novamente o príncipe enganado quase a levou para seu castelo, mas os pássaros a deduraram também, mostrando ao príncipe o sangue em seus sapatos. O príncipe voltou para a casa da madrasta e perguntou se havia outra garota. A madrasta não queria dizer, mas ele a pressionou até que ela falasse e fez chamar Cinderela. O sapatinho serviu e ele a pediu em casamento. No dia do casório, quando as irmãs de Cinderela tomavam o caminho da igreja, os pássaros arrancam os olhos das duas irmãs que terminam suas vidas cegas, mancas e mendigas!

Fonte: Rebobinando Memórias (http://rebobinandomemoria.blogspot.com.br/2012/12/o-lado-negro-dos-contos-de-fadas-que.html); Mack Hüller (http://clickmack.blogspot.com.br/2010/11/o-lado-negro-dos-contos-de-fadas.html); Creepy World and Me (http://creepyworldandme.blogspot.com.br/2012/03/contos-de-fadas-as-primeiras-versoes.html)

A Menina da Câmera de Vídeo

Meu nome é Henry Goodman. Eu sou o pai de 3 filhos e tenho uma esposa que se chama Jenny Goodman. Eu moro em Cincinnati, Ohio. Estou aqui para falar sobre uma experiência bastante perturbadora que eu tive com uma câmera usada que comprei no eBay.

Então, eu e minha família estavam planejando umas férias, e queríamos capturar a nossa viagem em fita, bem como tirar algumas fotos. Infelizmente, nossa câmera de vídeo foi quebrada, então teríamos que comprar uma nova ou apenas tirar fotos em vez de filmar. Então, eu fui no eBay para ver se alguém estava vendendo uma filmadora. Boa e semi-nova, se possível, eu encontrei uma, dei um lance nela, e ganhei. Alguns dias depois recebi um pequeno pacote que tinha a câmera dentro. Abri-o e tirei a câmera para fora.

Era uma câmera comum. Eu tinha algumas fitas da filmadora Sony em branco, então eu abri a câmera de vídeo para colocar a fita Sony dentro. Para minha surpresa, no entanto, já havia uma fita dentro. Eu achava que era uma que o anterior proprietário esqueceu de tirar. Eu esperava que nada de importante estivesse nela, caso contrário, estaria bastante chateado com perdê-la. Eu levei a fita para dentro e olhei para ela. Havia um pedaço de fita adesiva amarela preso na frente, escrito com caneta preta: “2006”. Somente “2006” e nada mais. Decidi reproduzir a fita, só para ver o que estava sobre ela. Então recoloquei a fita dentro da câmera de vídeo, liguei a câmera e conectei com minha TV para assistir a fita na TV.

A fita começou com 10 segundos com uma tela em branco e azul. Em seguida, cortou pra alguém filmando um playground da escola em um dia nublado. Crianças corriam e tal, mas quem estava filmando parecia apenas estar interessado em uma delas, uma menina, provavelmente por volta de 5 anos de idade, com pele pálida, cabelos castanhos, olhos castanhos e vestia um casaco amarelo. Quem estava filmando parecia estar seguindo ela e vê-la brincar.

Então a pessoa que estava filmando começou a chamar a menina, ele a chamava de Alice. Quando a menina chegou perto eu percebi então que quem estava filmando parecia ser o pai da menina. Então comecei a imaginar que deveria ter sido alguma gravação de seu último dia de escola ou algo assim. Então, se isso era uma gravação do último dia da filha do antigo dono da câmera, deve ser importante para eles. Eu me senti mal por eles, perderem algo tão precioso. Mas eu tinha pouco tempo para refletir sobre isso, porque de repente um som muito alto, um tipo de zumbido como se os alto-falantes tivessem estourados, me deixaram assustado. O cenário havia mudado: agora era de noite, e a escola estava deserta, exceto a menina. Todo o tempo o zumbido desgraçado continuava deixando aquela cena muito sombria.

A menina estava de costas para câmera, então eu não podia ver seu rosto. Ela só ficou ali, imóvel. Então ela virou o rosto para a câmera, e ai que eu vi... bem, eu não vi o que esperava.

Os olhos da criança tinham desaparecido. Apenas buracos vazios e escuros onde deveria ter olhos. Os olhos pareciam ter sido arrancados, mas não havia sangue. Sua boca estava babando algum tipo de gosma verde nojenta, e ela também não tinha mais nariz. Não como se ele tivesse sido cortado mas simplesmente não estava lá. Apenas pele lisa onde deveria estar o nariz.

A cena então explodiu em estática. O zumbido parou, mas eu consegui ouvir o som de facas como que esfaqueavam alguém e o som do sangue sendo derramado. Em seguida, a cena voltou, e a menina estava pendurada por um balanço, com várias feridas desagradáveis ao redor de seu corpo e uma faca ensanguentada caída no chão abaixo dela. Seus olhos ainda eram como buracos, e sua boca ainda pingava a baba verde estranha, e ela ainda não tinha nariz.

A fita ficou em silêncio. Nem zumbido alto ou nada. Apenas o silêncio com a menina pendurada ao redor. Meu coração estava batendo tão forte que ameaçava explodir, com medo da minha mente, porque de repente o som de zumbido estava soando na minha mente com o filme perturbador que o acompanhava, eu rapidamente desliguei a TV. Tirei a fita da câmera de vídeo, desliguei a câmera de vídeo, e desconectei ela da TV.

Peguei um martelo e quebrei a fita em pedaços minúsculos. Respirando pesadamente, ainda não sei o que diabos aconteceu, eu me sentei no sofá. Eu só fiquei lá por um tempo, olhando para a tela de TV em branco. Depois que eu finalmente me acalmei, Jenny chegou em casa da mercearia. Eu a ajudei a trazer as compras para dentro eu não contei a ela sobre a fita, porque ela iria pensar que era loucura como eu não tinha mas a fita para provar, iria pensar que eu estava ficando louco.

O sonho que eu tive naquela noite não foi agradável. 

Eu estava em um corredor escuro. me sentia como se alguém tivesse sacudido minha cabeça. E o zumbido alto da fita tocava sem parar. Não estava vindo de nenhuma direção. vinha de meus próprios ouvidos, como se eu estivesse usando fones de ouvido e o som estava no máximo. Eu estava com medo da minha mente. Eu queria desesperadamente sair, ir para casa, estar no conforto da minha cama. Tentei gritar por ajuda, mas não importava o quanto eu tentasse, não saía som. De repente, senti a vontade de vomitar. Não tinha um balde ou um banheiro por perto, eu vomitei no chão. Mas em vez de vomitar, eu arremessei uma pequena fita de vídeo Sony, com fita adesiva na frente denominada “2006” com caneta preta. Em seguida, a fita se transformou em uma garota — não, não apenas uma garota qualquer. Era a menina na fita.

Seus olhos ainda não estavam lá, a boca escorrendo a gosma verde, e ela não tinha nariz. Ela caminhou lentamente pelo corredor, e por algum motivo eu a segui. E o zumbido desgraçado continuava a destruir minha mente.

Ela me levou para o corredor, e eu percebi onde eu estava: eu estava em uma escola primária. Desenhos infantis e outras artes cobriam as paredes. Cartazes que diziam “Vote Josh para presidente estavam por toda parte.

Ela me levou para fora, e eu vi o playground. Era o mesmo parque da fita. E estava ali um homem, segurando uma câmera de vídeo, nos gravando. Mas não apenas qualquer filmadora  era a câmara de vídeo que eu tinha comprado no eBay.

Ele apenas ficou lá, nos registrando. A menina me levou pra perto de quem estava filmando. Ele puxou uma faca do bolso. neste momento eu fiquei completamente congelado no lugar. Eu não conseguia mexer nem os olhos. Eu não podia mover minha cabeça. Eu fui forçado a assistir em horror a menina ser cortada com a faca, dando-se as mesmas feridas como no vídeo, e o zumbido parou, sendo substituído pelo barulho da faca e os gritos de agonia da manina. Então ela colocou seu pescoço a mostra, como se fosse para ele corta-lo. Em seguida, ele esfaqueou o pescoço dela a matando.

Então ele pendurou a menina no balanço, exatamente como no vídeo. Depois de alguns momentos eu pude mover meu corpo novamente. Eu corri até o homem segurando a câmera. Ele apenas olhou para mim e sorriu.

“Essa é minha garota”, disse ele. “Estou muito orgulhoso”.

Então eu acordei, e estava muito suado respirando fortemente. Jenny estava ao meu lado, aparentemente, ainda dormindo. Sentei-me ali por um tempo, e finalmente me acalmei. Deitei-me na cama e fechei os olhos.

Eu não consegui voltar a dormir e o meu mexer e virar na cama acabou acordando Jenny, e ela ficou brava comigo e eu fui dormir no sofá. Quando ela estava voltando para cama ela deu grito e me chamou.

Eu cheguei onde ela estava pude ver suas mãos tremendo, perguntei o que tinha acontecido. Ela apenas apontou um dedo trêmulo para fora da porta. Olhei para onde ela estava apontando. Meu sangue gelou.

Era a menina ela estava na minha casa, não era minha mente minha esposa também estava vendo, também não tinha olhos nem nariz e saia uma baba verde de sua boca, mas, algo estava errado.

Não era a mesma menina de antes.

Ela parecia com minha filha.

Fonte: CreepyBlogBR (http://creepyblogbr.blogspot.com.br/2012/07/menina-da-camera-de-video.html)

Eu nos salvei! Por que está brava?

Eu tinha quinze anos quando isso aconteceu. Minha irmã tinha cinco anos.

Tudo começou em seu quinto aniversário, quando ganhou uma daquelas bonecas que é supostamente uma cópia de sua proprietária. Era uma boneca padrão, da mesma altura que a minha irmã, cabelos ruivos, sardas, que ainda veio com uma roupa idêntica para minha irmã e ela ficarem idênticas. A coisa em comum entre elas eram os seus olhos. Minha irmã tinha olhos muito estranhos, azuis com manchas marrons perto da pupila. Eu costumava implicar com ela, dizendo que pareciam vasos sanitários com cocos boiando neles. Eu nunca tinha visto outra pessoa com os olhos como este, mas os da boneca combinavam perfeitamente. Não me lembro de quem lhe deu a boneca, mas eu pensei que quem quer que fosse tinha tido tempo para pintar os olhos, para ter um toque especial.
Depois que ela abriu os presentes, minha irmã e seus amigos começaram a correr, e fazer coisas de criança. Eu, não querendo ficar preso de babá, escapei para o meu quarto e fechei a porta. Eu estava imersa em uma história assustadora que eu estava lendo, quando ouvi a porta abrindo. Naturalmente, considerando o que eu estava lendo, eu lancei um palavrão “merda!” e me virei tão rápido quanto eu podia. Sentada com a mãozinha para dentro do quarto entre a porta entreaberta estava a boneca da minha irmã. Se não houvesse uma gangue de crianças na minha casa, eu poderia ter ficado um pouco assustada, mas eu tinha certeza de que uma ou todas elas haviam colocado ela ali como uma brincadeira. Eu atirei a boneca para trás da estante e que foi a última vez que fiquei tão perto dela, pois minha irmã ficava grudada nela constantemente.

Dois meses depois, as coisas ficaram estranhas. Minha irmã correu para baixo um dia gritando que sua boneca estava sendo má com ela. Sabendo que era apenas sua imaginação, mas não querendo perturbá-la, repreendi a boneca na frente dela, em seguida, coloquei-a na prateleira de cima do armário da minha irmã. Ela parecia satisfeita, a justiça havia sido feita, e eu estava um pouco feliz por não ver mais aquela coisa por aí. Foi um pouco assustador o quanto ela parecia com a minha irmã. Pensei nas vezes que eu vi elas dormindo juntas, e me perguntei se eu poderia dizer a diferença no escuro. Mas isso estava fora de questão, porque sem a minha ajuda ou da minha mãe a boneca ficaria aprisionada no armário, e eu certamente não queria levá-lo para baixo.

Mais tarde naquela noite, ouvi a minha irmã gritando. Corri para o quarto para ver a boneca ao pé de sua cama. Não sei como foi parar lá, mas estava olhando para ela. Eu agarrei a boneca e sai correndo pelas escadas. Meus pais vieram ver o que estava acontecendo e me viram correndo pela escada, mas não parei para explicar. Enfiei a boneca na nossa lata de lixo, os olhos azuis e marrons olhando para mim, quase de forma irritada. Quando eu voltei para dentro da minha irmã estava dormindo, tendo sido acalmada pelos meus pais, e eu estava contente de ter acabado com isso. Ou assim eu pensei.

Na manhã seguinte, eu esfregava meus olhos embaçados de sono, vi minha irmã na minha porta. Eu pisquei com minha vista embaçada, e quando eu abri meus olhos novamente, ela tinha ido embora. Fui para o quarto apenas para vê-la dormindo. Estranho, eu pensei. Deve ter sido um truque do olho. Mas mais tarde naquela noite aconteceu de novo. Fui acordado por barulhos de pegadas e vi o que eu pensei ser minha irmã, na minha porta. Virei para acender a luz, só para ver que não havia ninguém lá. Mais uma vez ela estava dormindo em seu quarto quando eu chequei. O lixo ainda não tinha sido pego, então eu decidi dar uma olhada amanhã de manhã. Talvez meu pai estivesse pregando peças em mim. Na manhã seguinte, como eu suspeitava, o lixo estava vazio. Enquanto tomamos o café eu confrontei o meu pai.

Pai, você colocou a boneca Jane na porta do meu quarto ontem à noite ou hoje pela manhã?

O quê? Não seja boba, essa boneca esta no lixo onde você deixou.

Não, eu verifiquei, ela não estava lá.

Bem, talvez alguma garota tenha visto e pegou para si, como posso saber onde a essa coisa foi?

Esse foi o fim da questão.

Naquela noite, minha irmã estava com medo, então eu concordei em ficar em seu quarto. A noite toda ouvimos coisas terríveis. Sussurros e risos, eu juro tinham a voz da minha irmã, os passos acima e em volta de nós, ficamos petrificadas. Mas logo os ruídos pararam e dormimos superando o medo. Eu sonhei com a boneca, esgueirando para o quarto com a gente. Mas em meu sonho, ocorreu-me que rasgar a cabeça da boneca iria pará-la. Até hoje eu não sei de onde tirei esse pensamento, mas era um desejo que eu não tinha. Acordei para ver a boneca deitada ao lado de minha irmã em sua cama, mas eu achava que sabia o que eu devia fazer. Eu agarrei a boneca no escuro e segurei-a, eu lembro que parecia mais pesada do que eu lembrava. Agarrei o cabelo, tão realista, e puxei o mais forte que eu podia. Eu olhei dentro dos olhos de bonecas, eu tive que puxar mais forte do que eu pensava para arrancar a cabeça da boneca, e parecia que havia medo em seus olhos. Por fim, havia peguei uma faca de brinquedo com um plástico duro, e liso, nada apropriada para crianças, e fiz um rasgo na garganta, puxei a cabeça, e ela saiu. Eu sorri, só então percebendo como eu estava cansada. Eu me deitei, chutando a cabeça e o corpo para longe para que eu pudesse dormir.

Acordei ao som de gritos. Minha mãe estava histérica, eu a vi correndo para o quarto, ela coberta de lágrimas. Olhei ao meu redor, eu estava cercada por sangue. Ele estava no chão e em minhas mãos. Minha mãe continuou a gritar enquanto ela segurava a cabeça da boneca perto de seu peito, por que ela estava tão chateada? Eu nos salvei! De onde estava vindo todo esse sangue?

Olhei em volta, e deitado na cama de minha irmã, eu vi a boneca.

Imagem meramente ilustrativa.

Fonte: CreepyBlogBR (http://creepyblogbr.blogspot.com.br/2012/07/eu-nos-salvei-porque-esta-brava.html)

Polly

Em meu aniversário de oito anos, eu ganhei um presente que mudaria minha vida para sempre. Era uma linda boneca que se parecia muito comigo. É por isso que minha avó a comprou para mim. Seu nome era Polly.

Após alguns dias com a boneca as coisas começaram a se tornar estranhas. Eu me tornei antissocial, e não ligava para ninguém. Tudo o que precisava era de Polly, para me fazer feliz. Ela era minha melhor e única amiga. Eu entrei em uma rotina de ir para a escola e vir para casa. Eu nunca me preocupei em fazer novos amigos, nem conversar com os professores. Eu até parei de ir a escola. Eu tinha sido uma aluna perfeita até ganhar o presente. Ninguém notou minha mudança de comportamento, assim eu não me importei também.

Após cerca de uma semana com a Polly, eu parei de comer comida de verdade. Eu apenas não me sentia bem comendo comida normal, então eu ia ao quintal, que dava de frente a uma ponta da floresta, eu procurava alguma criatura na floresta, para matar e me servir de jantar, depois eu dizia a minha mãe que não estava com fome. Minha mãe não havia notado que eu não comia, até três semanas atrás.

Ela me levou no médico algumas vezes, questionando o que havia de errado comigo. O médico sempre tinha a mesma resposta. Eu estava com peso saudável e não estava doente. Depois na nossa terceira visita ao Dr. Cortez, minha mãe decidiu que eu estava bem e aquilo deveria ser apenas uma “fase”, como ela dizia.

Depois de um mês com Polly, minha mãe reparou que eu dormia em meu armário ao invés do lugar de sempre: minha cama. E quando ela verificava a noite, não só eu estava no armário, como Polly estava na cama. Também comecei a dormir com os meus olhos abertos. Minha mãe apenas ignorou tudo isso, dizendo que era apenas uma “fase”.

Três meses depois, minha mãe me levou para cortar o cabelo. Mas uma coisa estranha aconteceu, depois de eu cortar o meu cabelo, o cabelo de Polly começou a cair. Ele só parou quando ficou exatamente igual ao meu. Minha mãe então percebeu algo com a boneca, mas ela não faria nada com a boneca, porque Polly era minha amiga. Ela era a única que me entendia.

Minha mãe me disse que quando ela estava prestes a dormir, ela encontrava Polly ao lado de sua cama. Polly olhava para ela atentamente. Minha mãe a colocava de volta no meu quarto, mas sempre encontrava Polly no mesmo local, quando ela voltava. Eventualmente, minha mãe ignorou pensando que era uma brincadeira minha. Agora eu sei que Polly estava verificando se minha mãe ainda estava acordada.

Após quase um ano, as coisas ficaram muito estranhas. Minha pele, e olhos, começaram a ficar esverdeados. Isto resultou em outra visita ao médico, mas ele disse que não havia nada que ele pudesse fazer. Com isso, minha mãe decidiu finalmente que não era uma “fase”. Ela me observava dia e noite, tanto quanto possível. Ela até deixou o emprego, uma atitude louca para uma mãe solteira. Mas ela fez isso para ficar em casa comigo, e me levar à escola, certificando-se que nada acontecia comigo.

Alguns dias depois tivemos a pior noite de nossas vidas. Minha mãe acordou no meio da noite, depois de ouvir a porta abrir e se fechar. Ela correu para fora, depois de perceber que eu não estava na minha cama, nem Polly. Quando chegou ao quintal ela nos achou imediatamente. Nós estávamos caminhando para o lago, de mãos dadas. Ela correu atrás de nós, era quase tarde demais. Polly estava me levando para a água, claramente para me afogar. Polly deu uma volta inteira com a cabeça, para olhar minha mãe. Ela sorriu um sorriso de malevolência doentia, que causou arrepios na minha mãe. Ela sabia que tinha de agir agora, antes que fosse tarde demais.

Ela correu até mim e pegou minha mão, mas eu a empurrei. Eu me debati nos braços dela até que fiquei presa em seus braços. Ela correu comigo em seus braços achando que Polly havia se afogado no lago. Ela me colocou na cama, trancando a porta do quarto. Ela ficou sentada na cama, tentando me consolar. Eu estava histérica. Em seguida, ouvimos uma batida na janela. Era Polly ali olhando para nós, com os seus maus olhos verdes. Minha mãe abriu a janela, e agarrou-a. Saiu correndo pelo meu quarto segurando Polly pelo pescoço e a jogou na lareira.

Após dois anos, no meu aniversário de dez anos eu comecei a ter coragem de falar a minha mãe o que Polly estava fazendo, o que tinha acontecido comigo. Ela perguntou para minha avó onde ela tinha comprado aquela boneca, e ela nos disse que uma mulher que parecia maluca a havia abordado na rua e entregado a boneca, dizendo que a boneca se chama Polly. Ela contou para minha avó que sua filha havia morrido há alguns dias por isso ela não precisava mais da boneca. Minha mãe me mostrou a pesquisa que ela fez, sobre as últimas donas da boneca, descobriu que as últimas sete donas da boneca foram todas mortas de várias maneiras. A primeira foi morta com um ano de idade, a segunda tinha dois anos, a terceira era de três anos, a quarta tinha quatro anos, a quinta foi de cinco anos, a sexta foi de seis anos, a sétima foi de sete anos, e então eu a ganhei com oito anos. Eu fui a única a sobreviver.

Eu estou bem agora. Depois de passar por alguns psiquiatras e ficar em repouso, tive sorte, ao contrário das outras sete meninas que possuíram a boneca Polly. Essa é a foto de mim e Polly.


Fonte: Creepy World (http://creepyworldandme.blogspot.com.br/2012/05/em-meu-aniversario-de-oito-anos-eu.html)

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Anneliese Michel — Caso Klingenberg

Já ouviu dizer que o filme “O Exorcismo de Emily Rose”, de Scott Derrickson, foi baseado em fatos reais? Pois essa é a verdadeira história de que ele foi inspirado. Outro filme, também inspirado na história de Anneliese foi o “Requiem”, de Hans-Christian Schmid.

Anneliese Michel

01. História

Anneliese Michel foi uma jovem alemã de família católica que acreditava ter sido possuída por uma legião de demônios — sendo eles Caim, Nero, Belial, Lúcifer, Hitler e Fleischmann —, tendo sido submetida a uma intensa série de sessões de exorcismos pelos padres Ernest Alt e Arnold Renz em 1975 e 1976.

Caso Klingenberg, como passou a ser conhecido pelo grande público, deu origem à vários estudos e pesquisas, tanto de natureza teológica quanto científica, e serviu como inspiração para os filmes citados à cima, “O Exorcismo de Emily Rose” e “Requiem”.

Anneliese começou a ter alucinações enquanto rezava. Ela também começou a ouvir vozes, que lhe diziam que ela era amaldiçoada. Em 1973, Anneliese estava sofrendo de depressão e considerando suicídio. O seu comportamento tornou-se cada vez mais bizarro. Anneliese andava nua pela casa, fazia suas necessidades em qualquer lugar, rasgava suas roupas, comia insetos (como moscas e aranhas), carvão e chegou a lamber a própria urina.

Depois de ser admitida em um hospital psiquiátrico a saúde de Anneliese não melhorou. Além disso, sua depressão só começou a se aprofundar. Anneliese começou a ficar cada vez mais frustada com a intervenção médica, que não melhorava a sua condição. Em longo termo, o tratamento não foi bem sucedido, seu estado, incluindo a depressão, agravaram-se com o tempo.

02. Exorcismo

Tendo centrado sua vida toda em torno de sua fé católica, Anneliese começou a atribuir sua condição psiquiátrica à possessão demoníaca. Anneliese tornou-se intolerante a lugares e objetos sagrados, como crucifixos, que contribuiu ao que achavam ser possessão demoníaca. Ao longo do curso dos ritos religiosos Anneliese sofreu muito. Foram prescritos a ela medicamentos antipsicóticos, que ela pode ou não ter parado de tomar.

Em junho de 1970, Anneliese sofreu uma terceira convulsão no hospital psiquiátrico, neste período foi prescrito pela primeira vez o uso de anticonvulsivantes. O nome deste medicamento não é conhecido e não trouxe alívio imediato aos sintomas de Anneliese. Ela continuou falando sobre o que ela chamou de “faces do Diabo”, visto por ela durante vários momentos do dia. Anneliese ficou convencida de que a medicina convencional não era de nenhuma ajuda. 

Naquele mesmo mês (junho de 1970) lhe foi prescrito outro medicamento, o Aolept (pericyazie), que é uma fenotiazina com propriedades gerais semelhantes à da clorpromazina: pericyazie é usado no tratamento de psicoses diversas, incluindo esquizofrenia e distúrbios de comportamento.

No verão de 1973, os pais de Anneliese foram até a paróquia local solicitando aos religiosos que submetessem a sua filha ao ritual de exorcismo. A princípio, o pedido foi negado, uma vez que a doutrina da Igreja Católica com respeito a essas práticas é muito restrita. Segundo a Igreja, dentre outras coisas, os possuídos devem ser capazes de falar línguas que nunca tenham estudado, manifestar poderes sobre naturais e mostrar grande aversão aos símbolos religiosos cristãos.

Algum tempo depois, o padre Ernst Alt, considerado um perito no assunto, conclui que Anneliese já reunia as condições suficientes para a realização do exorcismo, de acordo com os procedimentos prescritos no Rituale Romanum.

03. Anneliese e a Virgem Maria

Durante o tratamento, em um sonho Anneliese caminhou até o jardim e avistou uma imagem que ela dizia ser a Virgem Maria, na história ela teria recebido uma proposta da Virgem Maria, ela teria opção de se libertar dos demônios que possuíam o corpo dela, ou enfrentar seu destino e perder a vida.

“Anneliese optou pelo martírio voluntário, alegando que seu exemplo enquanto possessa serviria de aviso a toda a humanidade de que o diabo existe e que nos ronda a todos, e que trabalhar pela própria salvação deve ser uma meta sempre presente. Ela afirmava que muitas pessoas diziam que Deus está morto, que haviam perdido a fé, então ela, com seu exemplo, lhes mostraria que o demônio age, e independe da fé das pessoas para isso.”

04. Morte

Em 1 de julho de 1976, no dia em que Anneliese teria predito sua liberação, morreu enquanto dormia. À meia-noite, segundo o que afirmou, os demônios finalmente a deixaram e ela parou de ter convulsões. Anneliese foi dormir exausta, mas em paz, e nunca mais acordou, falecendo aos 23 anos de idade. A autópsia considerou o seu estado avançado de desnutrição e desidratação como a causa de sua morte por falência múltipla dos órgãos. Nesse dia, o seu corpo pesava pouco mais de trinta quilos.

Logo após a morte de Anneliese, os padres Ernest Alt e Arnold Renz comunicaram a morte às autoridades locais que, imediatamente, abriram inquérito e procederam às investigações preliminares.

Nos dias atuais, o túmulo de Anneliese Michel em Klingenberg am Main tornou-se um local de peregrinação para os cristãos que a consideram uma devota que experimentou extremos sacrifícios em um martírio voluntário para possibilitar a salvação espiritual de muitos.

05. Julgamento

Os promotores públicos responsabilizaram os dois padres e os pais de Anneliese de homicídio causado por negligência médica. O bispo Josef Stangl, embora tivesse dado a autorização para o exorcismo, não foi indiciado pela promotoria em virtude de sua idade avançada e seu estado de saúde debilitado, vindo a falecer em 1979. Josef Stangl foi quem consagrou bispo o padre Joseph Ratzinger, que no futuro se tornaria o Papa Bento XVI.

O julgamento do processo, que passou a ser denominado como o Caso Klingenberg (em alemão: Fall Klingenberg), iniciou-se em 30 de março de 1978 e despertou grande interesse da opinião pública alemã. Perante o tribunal, os médicos afirmaram que a jovem não estava possuída, muito embora o Dr. Richard Roth, ao qual foi solicitado auxílio médico pelo padre Ernest Alt, teria feito a afirmação à época que não havia medicação eficaz contra a ação de forças demoníacas.

Os médicos psiquiatras, que prestaram depoimento, afirmaram que os padres tinham incorrido inadvertidamente em “indução doutrinária” em razão dos ritos, o que havia reforçado o estado psicótico da jovem, e que, se ela tivesse sido encaminhada ao hospital e forçada a se alimentar, o seu falecimento não teria ocorrido.

A defesa judicial dos padres foi feita por advogados contratados pela Igreja. A defesa dos pais de Anneliese argumentou que o exorcismo tinha sido ato lícito e que a Constituição Alemã protege os seus cidadãos no exercício irrestrito de suas crenças religiosas.

A defesa também recorreu ao conteúdo das fitas gravadas durante as sessões de exorcismo, que foram apresentadas ao tribunal de justiça, onde, por diversas vezes, as vozes e os diálogos — muitas vezes perturbadores — dos supostos demônios eram perfeitamente audíveis. Em uma das fitas é possível discernir vozes masculinas de dois supostos demônios discutindo entre si qual deles teria de deixar primeiro o corpo de Anneliese. Ambos os padres demonstraram profunda convicção de que ela estava verdadeiramente possessa e que teria sido finalmente libertada pelo exorcismo, um pouco antes da sua morte.

Ao fim do processo, os pais de Anneliese e os dois padres foram considerados culpados de negligência médica e foi determinada uma sentença de seis meses com liberdade condicional sob fiança.

Os relatórios oficiais, entretanto, divulgaram a informação que o corpo já estava em avançado estado de decomposição. As fotos que foram tiradas durante a exumação jamais foram divulgadas. Várias pessoas chegaram a especular que os exumadores moveram o corpo de Anneliese do antigo sarcófago para o novo, feito de carvalho, segurando-o pelas mãos e pernas, o que seria um indício de que o corpo não estaria na realidade muito decomposto. Os pais e os padres exorcistas foram desencorajados a ver os restos mortais de Anneliese. O padre Arnold Renz mais tarde afirmou que teria sido inclusive advertido a não entrar no mortuário.

Abaixo está o áudio gravado durante o ritual do exorcismo (imagens fortes):



Fonte: Isso Dá Medo (http://www.issodamedo.net/2011/04/o-caso-anneliese-michel-emily-rose.html); Doce Psicose (http://docepsicose.blogspot.com.br/2012/01/historia-de-anneliese-michel-verdadeira.html); Wikipédia (http://pt.wikipedia.org/wiki/Anneliese_Michel)

Harry Price — A Vida e os Feitos do Primeiro “Caçador de Fantasmas”

Quem já ouviu falar de Harry Price? Hoje o nome pode estar um tanto esquecido, mas houve um tempo que ele foi considerado o maior e mais respeitado pesquisador do paranormal no mundo.

Nas décadas de 20 até meados dos anos 40, nenhum jornal ou artigo de revista sobre alegados casos envolvendo fantasmas ou assombrações, ou programa de rádio à respeito de poltergeists, estaria completo sem a participação e a opinião abalizada de Price. Ele foi um talentoso e prolífico escritor, jornalista, ensaísta e promotor das suas próprias façanhas. Ao longo de uma carreira com quase quatro décadas, Price visitou inúmeros médiuns, investigou centenas de fenômenos estranhos e explorou todo tipo de casa assombrada da Inglaterra (e não foram poucas!).

Ele chegou a fundar uma instituição devotada a pesquisar tais fenômenos, o Laboratório Nacional de Pesquisa Psíquica, uma espécie de base de operações cujo propósito era examinar o mundo paranormal à luz da ciência. Seu laboratório juntou milhares de documentos e formou uma notável coleção de livros e textos sobre ocultismo, magia, filosofia e religião. Ainda hoje, a Biblioteca Price serve a estudantes e pesquisadores interessados em conhecer os mistérios das Ciências Ocultas.

Ninguém se dedicou mais do que Harry Price a desvendar os segredos da chamada "era de ouro" do espiritualismo. Igualmente respeitado e detestado por muitos desafetos, não há como negar a influência de Price como uma das figuras mais proeminentes do estudo de assombrações no século XX. Com sua personalidade brilhante e carismática, ele se converteu no que poderia ser chamado de "caçador de fantasmas", embora o termo "celebridade paranormal" não esteja muito distante. O maior mérito de Price talvez tenha sido trazer o tema ao público em geral. Ele compreendeu que fazendo do seu objeto de estudo algo empolgante e misterioso atrairia a atenção das massas e conquistaria um lugar sob os holofotes.

Talvez por causa disso, após sua morte em 1948, colegas ressentidos pelo seu sucesso tenham atacado o seu legado, tentando manchar sua reputação.

Por muitos anos, pesquisadores o consideraram um embaraço e um charlatão. A despeito das opiniões polêmicas, é inegável que Price deixou sua marca. Embora de fato ele não tivesse treinamento ou educação formal que o qualificassem como um doutor em parapsicologia, é inegável que seus métodos e habilidades fossem autênticos. Harry Price era além disso um ilusionista e um expert na detecção de fraudes, capaz de apontar truques e desmascarar falsos médiuns. Seu sucesso era um tapa no rosto dos pesquisadores tradicionais.

O trabalho de Price era inovador e seus métodos envolvendo pesquisa e o levantamento histórico de fenômenos ainda são usados nos dias de hoje. Sua investigação da casa fantasmagórica conhecida como Reitoria Borley (Borley Rectory) tornou-se a primeira investigação paranormal moderna de uma casa mal assombrada.

A Carreira do Caçador de Fantasmas

Harry Price nasceu em Londres em 1881, o filho de um vendedor itinerante. Seu interesse no paranormal se iniciou em 1889 quando ele assistiu pela primeira vez a apresentação de um ilusionista. A partir de então ele se tornou um mágico amador e começou a realizar seus primeiros truques de palco para divertir parentes e amigos. Desde cedo ele compreendeu que truques podiam ser usados para surpreender as pessoas e que “o ilusionista apenas guiava o público para que eles vissem o que ele desejava mostrar”.

A primeira investigação paranormal na qual Price se envolveu, ocorreu quando ele tinha apenas 15 anos. Ele e um amigo obtiveram a permissão de passar a noite em uma velha propriedade supostamente assombrada. Price contou anos mais tarde que a experiência foi inquietante e que ele teria ouvido sons inexplicáveis e murmúrios assustadores. Esse evento sacramentou seu interesse em assombrações e em fenômenos estranhos.


Após se graduar no ensino médio, Price experimentou vários trabalhos, tendo se destacado como jornalista. Em 1908, após se casar com uma rica herdeira, ele começou a se devotar inteiramente ao ofício que passou a chamar de “caçador de fantasmas”. Nessa época, ele já fazia parte da Sociedade de Estudos Psíquicos (Society of Psych Research, ou SPR) , e escrevia artigos à respeito de famosas assombrações britânicas.

Em 1918, Price já visitara dezenas de casas assombradas e participara de inúmeras sessões espíritas com o objetivo de expor charlatões que abusavam da crença alheia. Ele havia se tornado um mestre ilusionista e sua experiência com truques de palco permitiam que ele apontasse qualquer embuste. Assim como o famoso Harry Houdini, Price era um Debunker (um ilusionista que desmascarava fraudes espirituais). Sua fama cresceu e não demorou para que ele se tornasse o mais famoso membro da SPR.

Uma das primeiras investigações de Price expôs o fotógrafo William Hope que estava fazendo fortuna tirando fotografias com espíritos flagrados por suas lentes. O “caçador de fantasmas” examinou o equipamento de Hope e descobriu que ele ele utilizava lentes previamente preparadas para criar a ilusão de que fantasmas estavam ao redor das pessoas. O caso ganhou certa notoriedade nos jornais e Hope foi processado, enquanto a fama de Price em Londres aumentava dia após dia. Até o início da década de 20 ele já havia desmascarado pelo menos 10 falsos médiuns.

A mudança de caminho na carreira de Price ocorreu em 1920, quando ele conheceu uma jovem enfermeira chamada Stella Cranshaw que se dizia assombrada por um espírito há anos. Ela afirmava que uma mesma manifestação fantasmagórica causava sons estranhos, fazia objetos levitarem no ar e produzia uma queda acentuada na temperatura sempre que surgia. Atraído pela narrativa de Stella, Price começou a estudar o fenômeno acreditando se tratar de uma fraude muito bem engendrada. Uma série de experiências foram realizadas na sede da Aliança Espiritualista de Londres e Price se mostrou muito impressionado com o que viu.

O espírito guia, identificado como “Palma” se comunicava através de Stella e respondia perguntas, além de bater portas e lançar objetos contra as paredes. Durante as experiências, Price registrou súbitas mudanças de temperatura ambiente. Até onde o “caçador de fantasma” podia inferir, a mediunidade de Stella Cranshaw era autêntica. Disposto a registrar o fenômeno cientificamente, Price convidou a jovem para outra sessão em que utilizou instrumentos capazes de analisar o que estava acontecendo. Nessa sessão vários objetos foram erguidos da mesa e voaram pela sala, os aparelhos de Price registraram tudo e ele foi capaz até de tirar várias fotografias de instrumentos levitando ao redor da médium.

Price foi muito criticado pelos seus colegas da SPR por defender o dom de Stella Cranshaw.

Ele argumentava não ter sido capaz de identificar qualquer truque ou ilusão nas sessões em que participou. Além disso, a própria Srta Cranshaw não explorava seus poderes com o objetivo de enriquecer, e afirmava que cada sessão era cansativa e extremamente desgastante. Price conseguiu convencer Cranshaw a realizar uma sessão espírita na sede da SPR, diante de seus colegas mais céticos, a fim de provar seu ponto. As duas sessões, no entanto, foram um fracasso, nenhum espírito se materializou para jogar objetos pelo ar ou bater as portas.

Stella alegou que a incredulidade dos presentes fez com que “Palma” se negasse a manifestar sua presença. Os membros da SPR, é claro, afirmaram que a fraude não podia ser encenada diante de uma platéia especialmente treinada. Price continuou pedindo para que Stella provasse seu dom, finalmente em 1926 os dois tiveram uma séria desavença. Price continuou até o final da vida a afirmar que o dom de Stella era autêntico enquanto a moça sumiu no anonimato de uma vida comum após se casar em 1928. Até onde se sabe ela jamais explorou sua alegada mediunidade em benefício próprio.


Apesar do episódio, a credibilidade de Price não foi arranhada. Ele continuava sendo respeitado e citado como uma autoridade quando o assunto versava sobre o mundo paranormal. Seus colegas na SPR não aceitavam sua associação com a Aliança Espiritualista de Londres o que acarretou em seu desligamento da Sociedade de pesquisa científica.

Em 1928, Price iniciou a construção do Laboratório Nacional para Pesquisa do Paranormal, que visava reunir documentos e narrativas sobre manifestações sobrenaturais. O arquivo do Laboratório foi desde o início alimentado por recortes de jornal, narrativas, dossiês e cartas vindas do mundo inteiro. Além do arquivo, uma vasta biblioteca começou a se formar à medida que incentivadores e interessados no tema enviavam para Price livros sobre o assunto. Contando com o apoio de seguidores fiéis, Price abriu as portas de seu Laboratório para qualquer pessoa interessada em consultar os livros e arquivos. Nessa época ele escrevia artigos em várias revistas especializadas em espiritualismo, paranormalidade e enigmas sobrenaturais. Ele também era figura frequente em programas de rádio que exploravam o tema e relatavam acontecimentos fantasmagóricos.

Em meados de 1929, Price recebeu um convite para viajar pelo continente europeu e conduzir experiências que provassem (ou não) a veracidade do dom de vários mediuns. Em Munich, na Alemanha ele estudou os alegados poderes mediúnicos de Willi Schneider e ficou impressionado pelo que testemunhou. Willi era capaz de não apenas manifestar espíritos mas responder perguntas, fazer objetos levitarem e assumir a aparência e trejeitos de outras pessoas vivas ou mortas que jamais havia conhecido. O foco de Price nesse ponto havia se convertido em uma busca por verdadeiros espiritualistas e não pela exposição de fraudes. Ele escreveu o livro “Revelations of a Spirit Medium” em que relatava todas as fases da investigação sobre o fenômeno da mediunidade.

Dando continuidade a sua viagem pela Europa, Price se interessou em estudar a base do ocultismo na Alemanha. Ele realizou pesquisas sobre magia negra, satanismo e feitiçaria. E segundo biógrafos se envolveu com grupos que professavam serem capazes de realizar magias verdadeiras. Price teria inclusive participado de uma cerimônia cujo objetivo era transformar um homem em um bode (experimento que falhou miseravelmente!)


Perto da Romênia, ele foi levado até uma menina camponesa chamada Eleonora Zugan, que experimentava um violento fenômeno poltergeist. A menina foi resgatada por Price de um asilo para mentalmente insanos onde estava internada e levada até Viena onde se consultou com importantes psiquiatras. Segundo o pesquisador, Eleonora manifestava “stigmatas” em seu corpo, ferimentos condizentes com as chagas sofridas por Jesus Cristo em sua via cruxis. Price realizou vários experimentos e determinou que os ferimentos surgiam espontaneamente no corpo da jovem, mesmo quando ela estava dormindo.

Fascinado pelo tema, ele recebeu permissão da Igreja para consultar os Arquivos no Vaticano que relatavam casos semelhantes ao redor do mundo. O fenômeno de Eleonora se tornou um dos casos de stigmata mais bem documentados da história, contando inclusive com trechos captados em filme. Aos 14 anos, pouco antes de entrar na puberdade, as manifestações que atormentavam a jovem cessaram abruptamente.

No início da década de 30, Price passou a estudar o caso de Rudi Schneider, o irmão de Willi, cujas habilidades supostamente até superavam as do irmão. Rudi viajou até a Inglaterra e foi testado por Price no Laboratório. As capacidades psíquicas do rapaz foram determinadas através de leituras e circuitos elétricos projetados pelo pesquisador para medir habilidades paranormais. Entre as capacidades do jovem alemão, Price destacou sua notável capacidade de criar massas de ectoplasma que eram moldados na forma de rostos e membros humanos. Ele documentou o fenômeno através de estudos e fotografias declarando que ele era “absolutamente genuíno”, uma prova cabal da existência do sobrenatural.

Ao longo da década de 30, Price se envolveu com outros tantos campos de estudo paranormal. Ele uniu forças com psiquiatras e estudiosos do comportamento humano para analisar casos de clarividência e psiquismo. Também trabalhou com o pesquisador Nandor Fodor, um especialista em casos de fantasmas agressivos e responsável por popularizar o termo poltergeist (fantasma barulhento). Os dois estiveram juntos em uma investigação envolvendo um espírito inquieto que assombrava uma família em Surrey.


Um dos casos mais estranhos da carreira de Price envolveu Gef, uma espécie de fuinha falante que vivia em Cashen Gap, na Ilha de Man (sim, era o caso de um animal falante!). O incidente que começou a ser discutido em 1931, atraiu a atenção de Price em meados de 1936 quando a fama do tal animal falante já se espalhava por toda Inglaterra causando comoção. Price se dirigiu ao local onde o magnífico animal aparecia, e acompanhado de R.S. Lambert, o editor de um popular programa de rádio chamado “The Listener” tentou entrar em contato com a criatura, mas este se negou a aparecer. O programa registrou um público recorde e a estranha entrevista conduzida por Price com várias perguntas dirigidas a um roedor falante rendeu um dos momentos mais bizarros de sua carreira.

A carreira de Harry Price teve uma nova reviravolta a partir da segunda metade da década de 30, quando o já famoso “caçador de fantasmas” deu início a suas investigações sobre casas e lugares assombrados. Talvez sejam esses casos que tornaram seu nome mais conhecido e criaram fama ao redor do mundo. Price já havia se envolvido com o tema anteriormente, mas a exploração de uma famosa casa mal assombrada no condado de Essex, conhecida como Reitoria Borley — a mais assombrada casa da Inglaterra, lançou seu nome ao estrelato e estabeleceu um novo patamar para os investigadores do sobrenatural.

Após concluir a exploração da Borley Rectory, Price lançou vários livros sobre sua experiência como “Caçador de Fantasmas”  Seus trabalhos se tornaram bastante populares e ele jamais deixou de ser publicado nos últimos 60 anos.

Durante a Segunda Guerra, Price alegou ter sido procurado por oficiais do governo britânico para conduzir experimentos que visavam localizar submarinos inimigos no mar do norte. Ele também foi consultado à respeito de astrologia e revelou ter sido pago para revisar o mapa astral de líderes inimigos, entre os quais o próprio Adolf Hitler.

Harry Price morreu em 1948, vítima de um ataque cardíaco fulminante aos 67 anos de idade. Ele continuava trabalhando em seus casos no Laboratório e planejava uma viagem para a América. Até o dia de sua morte ele costumava investigar pessoalmente acontecimentos sobrenaturais que apareciam nas manchetes dos jornais.

Fonte: Mundo Tentacular (http://mundotentacular.blogspot.com.br/2012/07/harry-price-vida-e-os-feitos-do.html)

terça-feira, 28 de maio de 2013

Mulher de branco na BR 364

Uma foto ultimamente, vem rondando o Facebook depois de uns jovens postarem ela ao voltar de uma viagem, em Porto Velho (RO).

De acordo com eles, havia uma mulher de branco na pista e aparentemente sem cabeça. A noiva teria sido avistada na madrugada do dia 19 de Agosto no meio da pista.


Fonte: Arquivos Ocultados (http://arquivosocultados.blogspot.com.br/2012/10/mulher-de-branco-na-br-364.html)

A Porta Branca

Quando eu era pequeno eu me lembro de que era um grande fã da animação clássica. Quando menino, eu alugava fitas VHS de filmes de animação e passava incontáveis ​​dias á observá-los. Querendo ou não admito que esses filmes eram uma parte enorme da minha vida.

Tudo mudou quando eu tinha uns nove anos e viajei para a casa de minha bisavó. Minha bisavó tinha uma montanha enorme de fitas em seu sótão. Quando cheguei á casa dela aquela tarde eu corri para o sótão, havia uma televisão velha e um aparelho de VHS eu me sentei em um colchão em frente a eles, o lugar perfeito para assistir filmes. Lembro-me apenas um algumas vezes que fomos para a casa dela, mas uma visita se sobressaiu em particular.

Foi quando eu assisti aquele filme.

Naquela noite eu estava bisbilhotando em seu sótão, olhando através de sua coleção de filmes havia alguns filmes de animação que eu nunca tinha visto antes. Cada título era familiar, e eu considerei assistir Fern Gully, até que notei uma fita empoeirada na prateleira de cima. Não tinha capa, e a única marcação sobre ela, era um adesivo onde se lia “A Porta Branca”. Eu nunca tinha ouvido falar deste filme. Excitado, eu coloquei a fita no player e sentei confortável no colchão. Eu não tinha ideia do que estava por vir.

O filme começou com alguns nomes e uma foto panorâmica de algumas nuvens vermelhas coloridas. Enquanto as nuvens passavam na tela a música ficava cada vez mais alegre, até as nuvens, eventualmente acabaram, revelando o título do filme. Flutuando no céu estavam enormes letras douradas que diziam “A Porta Branca”. Desde a aparência da animação e qualidade da música, eu acho que o filme foi feito no final dos anos 80.

A sequência do título desapareceu e a cena de abertura começou com um pequeno rapaz de cabelo louro vagando pela escuridão até que ele se deparou com uma porta de madeira branca. Ele parou diante dela e olhou para cima, curiosamente, examinando seu tamanho colossal. A porta se abriu e derramou luz celestial ao seu redor. Com uma mão sobre os olhos, ele lentamente se aventurou porta à dentro. Uma música com harpa tocou, enquanto o rapaz passou através das portas. A tela inteira ficou branca e brilhante. A luz desapareceu novamente para revelar o menino que estava em uma plataforma branca, roxa, e rosa de nuvens. Ele estava vestido com uma túnica branca e tinha as asas muito pequenas saindo de suas costas. Isso naturalmente, explica que o menino tinha morrido.

Eu estava um pouco confuso com isso. Por que ele morreu? Este conceito parece um pouco escuro demais para um filme de desenho animado para crianças animadas.

O pequeno anjo olhou em volta, procurando alguma explicação a respeito de seu paradeiro. A música havia desaparecido, e o filme mostra várias cenas do garoto andando por aí lentamente procurando qualquer sinal de que ele não estava sozinho. Ele parou de procurar, e olhou para seus pés.

“Eu estou sozinho, disse ele à beira das lágrimas. Eu não sei onde todo mundo está e eu estou sozinho!” O menino começou a chorar.Eu quero ir para casa!, gritou várias vezes, chorando cada vez mais, com gritos de lamentação. Seu choro era perturbadoramente realista. Ele se sentou no chão e começou a berrar Eu quero ir para casa!”.

Senti um calafrio correndo pela minha espinha. Esta criança estava em agonia, absolutamente sozinha no que devia ser um suposto “paraíso”.

Choro do menino foi interrompido quando um cão marrom pequeno veio correndo, tomando a sua atenção. Imediatamente, suas lágrimas secaram e ele começou a seguir o cão, aplaudindo e dizendo “Chester! Eu não posso acredito que você está aqui Chester!” Ele pulou e riu, mas quando tentou pegar seu animal de estimação ele parecia estar sempre fora de alcance. Pode ter sido minha imaginação, mas notei algo estranho no fundo. Havia nuvens como cenário, mas algumas dessas formas suaves não pareciam normais. Enquanto o menino corria atrás do cão, as nuvens começaram a parecer com silhuetas humanas, em silêncio, olhando para ele.

O garoto finalmente chegou perto o bastante do cão e saltou para frente, esperando cumprimentá-lo com um abraço amoroso. Assim que o rapaz tocou o animal, ele percebeu que era apenas uma nuvem que se assemelhava a um cachorro. O animal se explodiu em pequenos puffs brancos. Ele começou a chorar novamente, desta vez mais alto e mais claramente com o coração partido. Ele realmente estava sozinho. Ele continuou chorando, e não pareceu perceber o que aconteceu em seguida. Uma voz profunda fez coro, oferecendo esta simples declaração, “você sabe que ele não pode vir com você”.

A tela cortou imediatamente e ficou preta, e o filme começou a soar um barulho suave. Soou como engrenagens.

Eu realmente deveria ter desligado a TV nesse momento. Eu queria, mas eu não podia me mover. Minhas pernas estavam coladas no chão e meus olhos estavam paralisados ​​na tela. Eu simplesmente tinha que ver o que ia acontecer a seguir.

Em um instante, ao som de marchas, a cena seguinte começou. As cores ricas foram inebriantes, e eu encontrei-me boquiaberto com a beleza pura e estética do filme bizarro.

Uma árvore, enorme e bonita dava para um campo verde e o menino anjo sentou-se debaixo dela. A música de harpa estava tocando, a mesma de antes, mas desta vez parecia menos celestial. Talvez fosse uma suspeita quanto ao que eu estava prestes a contemplar, mas a música parecia soar um mau presságio.

A “Árvore Grande” (como o garoto chamava) estava ouvindo aflições do menino com ótimo atendimento, e falou para ele. A voz da árvore era, por falta de uma palavra melhor, assustadora. Faz-me tremer só de pensar nisso. Eu realmente não consigo explicar, foi uma das coisas mais estranhas que eu já ouvi. A árvore se balançar de um lado para o outro e falava com uma voz tranquila e abafada que era quase impossível de ouvir plenamente. Parecia uma voz de homem impossivelmente alta, mas abafada por algum objeto de espesso. Eu não consegui entender uma única palavra do que ele disse, mas o menino anjo escutou tudo. Eles compartilhavam uma conversa aparentemente leve, o menino perguntou coisas simples sobre onde ele estava e o que aconteceu com sua família. Com cada uma das respostas da Árvore Grande, o menino ia abaixando a cabeça de tristeza, como se estivesse aceitando algum fato mórbido.

Eu estava curioso sobre o significado da cena. Se a árvore deveria ser Deus ou outro ser celestial? Não houve esclarecimento em relação a qualquer das questões ecoando e atormentado minha mente.

Após a Grande Árvore ter respondido todas as suas perguntas, ele começou a falar continuamente. Ele estava tagarelando sobre algo que aparentemente o irritou, porque a criança se levantou de onde estava sentado e caminhou lentamente de volta da árvore. Ele usava um olhar de paranoia, como se ele estivesse com medo que a árvore se lançasse em direção a ele a qualquer momento.

De repente, houve uma nova perspectiva. A câmera gradualmente ampliou uma cena da árvore, sozinha, balançando lentamente para trás e para frente. Ela estava falando muito calmamente, pelo que pude ouvir, e sua voz soou nebulosa e distante. O menino começou a chorar novamente, seus gemidos pareciam ser de fora da tela. Seu choro evoluiu lentamente em gritos de dor induzida e ele estava gritando tão alto quanto podia.

Pare com isso! Por favor, pare! Me ajudem! Me ajudem!

Meu sangue gelou. E ao fundo do choro eu ouvi o som de uma criança sendo espancada.

A cada vez que a cena se repetia o garoto estava gritando mais alto do que a anterior, mas a árvore manteve sua disposição calma enquanto balançando suavemente para trás e para frente. Eu não podia ver o menino, mas ouvia-o gritar por socorro era insuportável. Eu estava quase em lágrimas neste momento, e eu não quero ver mais nada.

Levantei-me para desligar a TV, mas logo que estava de pé a tela ficou preta e começou a tocar o familiar som de marcha. Desta vez, era consideravelmente mais alto. Entre o som alto de marcha, notei uma singularidade sutil. Eu pensei que eu podia ouvir uma voz muito calma sussurrando alguma coisa, mas qualquer indicação desse fato foi abafada pelas engrenagens altas.

O que me aguardava na próxima cena me chocou.

Sem qualquer transição suave, a próxima cena se forçou para dentro do filme, como se ela não tivesse a intenção de estar lá. Distorcida a música estava tocando em volumes inconstantes e todo o esquema de cores estava desligado. Algo estava muito errado.

De repente a música parou.

O menino estava deitado no chão, braços cruzados sobre o peito. Seus olhos estavam fechados, e seu rosto parecia oco. Tudo em torno de seu corpo estava empoleirado de rosas do solo dispostos em um círculo pequeno. As rosas cresceram notavelmente rápido. Em questão de segundos as rosas estavam a poucos metros de altura, mas ao mesmo tempo a criança não se mexeu.

Não havia vida nele.

O único som era a nota de piano ocasional sinistro, pontuando o silêncio. As rosas cresceram e ficaram muito altas, mas tudo de uma vez voltou a ser pequeno, reiniciando o ciclo. O garoto permaneceu imóvel.

Fiquei horrorizado. Eu assisti com olhos cheios de lágrimas, colocando a mão sobre minha boca.

Nos últimos segundos da cena, a voz abafada da árvore interrompeu, dizendo algo que eu simplesmente não conseguia entender. Assim como começou abruptamente, a cena terminou com um corte para a tela preta. As engrenagens enferrujadas fizeram seu som doloroso, mas o barulho era insuportavelmente alto e acompanhado por uma voz arrebatadora. Ela durou apenas alguns segundos, e o tempo todo eu me esforçava para compreender o que a voz dizia.

Então, no último segundo eu sabia exatamente o que estava dizendo.

“Ele está vindo”.

A fita chegou ao fim e eu fiquei olhando para uma tela azul. Eu não fiz nada por alguns minutos. O piso foi vítima de meu olhar vidrado de incompreensão. Eventualmente, eu retomei a meus sentidos e sorrateiramente fui para o quarto de minha bisavó onde eu dormia. Eu não queria falar com ninguém sobre isso, porque eu não queria pensar nisso. Eu tentei fingir que nunca aconteceu.

Eu chorei antes de dormir naquela noite, e muitas noites depois. O sentimento era impossível de esquecer. Eu ainda penso no filme, com todos os detalhes tão vividamente gravados na parte de trás da minha mente.

Às vezes me pergunto se eu alguma vez o assisti mesmo, ou se eu estava sonhando.

Isso já lhe aconteceu? Às vezes, eu acordava no meio da noite ouvindo sussurros distantes, um som oco de pessoas marchando.

“Ele está vindo”.

Escrito por: Grant M.
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